A chuva batia forte contra a vidraça do quarto, mas lá dentro, a atmosfera era de um calor sufocante, carregado de desejo e antecipação. Clara e Lucas não tinham paciência para preliminares lentas; a fome que sentiam um pelo outro era visceral, quase agressiva.
Lucas a prensou contra a parede, as mãos apertando as coxas dela e elevando-a, enquanto suas bocas se fundiam em um beijo desesperado, com gosto de urgência.
Ele desceu os beijos pelo pescoço dela, mordiscando a pele macia, enquanto Clara soltava gemidos profundos, enterrando as unhas nos ombros dele. As roupas foram descartadas com pressa, deixando-os nuos, pele contra pele, sentindo cada centímetro da eletricidade que os envolvia.
— Hoje, eu quero ver você perder o controle completamente — sussurrou Lucas, a voz rouca, carregada de uma promessa perigosa.
Ele a levou para a cama, mas não a possuiu de imediato. Em vez disso, ele a posicionou de costas, com as pernas abertas e elevadas, expondo a intimidade dela, que já pulsava, úmida e avermelhada de desejo.
Lucas alcançou a mesa de cabeceira e pegou a “Rosa do Prazer”. O vermelho intenso do dispositivo contrastava violentamente com a pele pálida e excitada de Clara.
Ele começou ligando o aparelho na potência mais baixa, apenas encostando as pétalas de silicone no clitóris dela, provocando pequenos espasmos. Clara arqueou as costas, o corpo reagindo instantaneamente.
— Mais… por favor, Lucas… mais forte — ela implorou, a voz falhando.
Lucas sorriu, sentindo o poder da situação. Ele aumentou a intensidade para o modo de sucção pulsante. No momento em que a rosa selou a entrada daquele pequeno botão de prazer, Clara soltou um grito que ecoou pelo quarto.
A sensação era avassaladora: não era apenas uma vibração, era como se a rosa estivesse sugando toda a sua essência, criando um vácuo de prazer que a consumia.
Enquanto a rosa trabalhava implacavelmente em seu clitóris, Lucas não ficou parado. Ele deslizou os dedos longos e quentes para dentro dela, movendo-os em um ritmo frenético, preenchendo-a e estimulando a parede interna enquanto o aparelho a levava ao limite exterior.
A combinação era torturante e deliciosa. Clara estava em transe, os olhos revirando, a respiração transformando-se em arquejos curtos.
— Olhe para mim, Clara — ordenou Lucas, aumentando a vibração para o nível máximo.
Ela abriu os olhos, vendo o rosto dele tomado por um desejo selvagem. A estimulação era agora tão intensa que Clara sentia que seu corpo ia entrar em combustão.
Ela começou a tremer, as coxas contraídas, o ventre pulsando. O prazer acumulou-se como uma tempestade, e quando o orgasmo finalmente a atingiu, foi como uma explosão nuclear.
Ela gritou o nome dele, o corpo arqueando-se violentamente, enquanto ondas sucessivas de prazer a atravessavam, fazendo-a contrair-se ao redor dos dedos dele. A rosa continuou a vibrar, prolongando o ápice, transformando o orgasmo em algo interminável, que a deixou completamente exausta e entregue.
Lucas, vendo-a naquele estado de rendição total, finalmente se fundiu a ela, completando a sinfonia de prazer com a força de quem também não aguentava mais esperar.
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