Controle remoto

A penumbra de um bar de jazz sofisticado, à meia-luz, era o cenário perfeito para o jogo perigoso que Márcio e Fernanda haviam planejado. O ar estava saturado com o aroma de perfumes caros, uísque envelhecido e a vibração grave de um contrabaixo que parecia ressoar dentro do peito de Fernanda.

Ela usava um vestido de seda preta que deslizava suavemente por suas curvas, com um corte ousado nas costas, mas o verdadeiro segredo estava escondido sob a lingerie de renda. Aninhado perfeitamente contra seu clitóris, estava um vibrador de última geração, controlado remotamente por um aplicativo no celular de Márcio.

Eles estavam sentados em uma mesa lateral, com taças de vinho tinto que mal tocavam os lábios. Márcio a observava com um olhar predatório, um sorriso malicioso brincando nos cantos da boca. Ele não disse nada, apenas deslizou o polegar pela tela do smartphone sob a mesa.

Fernanda sentiu o primeiro toque. Uma vibração baixa, quase imperceptível, um ronronar elétrico que a fez arquear as sobrancelhas e apertar os dedos na haste da taça. Ela soltou um suspiro curto, os olhos encontrando os dele.

— O vinho está bom, querida? — ele perguntou, a voz rouca, enquanto aumentava a intensidade para o nível dois.

— Está… maravilhoso — ela respondeu, a voz vacilando.

Márcio não parou. Ele começou a alternar os ritmos no aplicativo: pulsos curtos, seguidos de uma onda longa e profunda que subiu por sua espinha como um choque elétrico. Fernanda sentiu sua intimidade pulsar, tornando-se instantaneamente úmida. O contraste entre a frieza do ambiente público e o calor ardente que crescia entre suas pernas era inebriante.

Ela tentou manter a compostura, mas a cada mudança de padrão que Márcio impunha, seu corpo reagia involuntariamente. Ela cruzou e descruzou as pernas, sentindo o dispositivo pressionar exatamente onde ela mais precisava. O prazer era agudo, insistente, e a consciência de que qualquer pessoa ao redor poderia notar seu rosto corado ou sua respiração pesada tornava tudo dez vezes mais excitante.

— Você parece agitada, Fernanda — Márcio sussurrou, inclinando-se para perto do ouvido dela, enquanto ativava o modo “caos” no aplicativo, fazendo o aparelho vibrar em intensidades aleatórias e frenéticas.

Fernanda soltou um gemido abafado, mordendo o lábio inferior para não gritar. Ela sentiu o clitóris latejar violentamente. O mundo ao redor começou a desaparecer; o som do jazz tornou-se um ruído distante, substituído pelo som do próprio sangue bombando em suas veias e a vibração incessante que a levava ao limite.

— Por favor… — ela sussurrou, os olhos nublados de desejo, as mãos agarrando a borda da mesa.

Márcio sorriu, vendo a luxúria tomar conta dela. Ele levou o controle ao nível máximo. A vibração tornou-se um rugido elétrico, implacável. Fernanda sentiu a tensão acumular-se em seu ventre, uma onda de prazer que subia e subia, apertando-a em um vácuo de êxtase.

Ela fechou os olhos, a cabeça tombando para trás por um segundo, enquanto o orgasmo a atingia em ondas violentas. Ela tremeu visivelmente na cadeira, os músculos da vagina contraindo-se ritmicamente ao redor do dispositivo, enquanto um gozo intenso e líquido a inundava. Ela soltou um suspiro longo, trêmulo, enquanto a vibração finalmente cessava, deixando-a exausta e completamente entregue.

Márcio guardou o celular, aproximou-se e beijou seu pescoço, sussurrando:

— Agora, vamos para casa. O resto da noite será sem a ajuda de aplicativos.

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