A eletricidade entre Alice e Guilherme foi instantânea. Eles se conheceram em um evento de arte lotado, mas enquanto as pessoas discutiam pinceladas e conceitos, eles discutiam com os olhos, trocando olhares que eram, na verdade, convites explícitos. Não houve necessidade de longas conversas; a atração era animal, visceral, movida por um desejo mútuo de quebrar regras.
Alice, com um vestido de seda preta que mal escondia suas curvas, sussurrou no ouvido de Guilherme que detestava a monotonia de um quarto fechado. Ele, sentindo o perfume dela embriagar seus sentidos, sorriu com malícia e a conduziu para longe da multidão, mas não para a saída. Eles subiram as escadas de serviço do prédio, onde a iluminação era precária e o único som era o eco de seus passos e a respiração acelerada.
Assim que chegaram a um patamar escuro, entre o terceiro e o quarto andar, Guilherme a prensou contra a parede fria de concreto. O contraste do gelo da parede com o calor escaldante do corpo dele fez Alice soltar um gemido baixo. Ele não perdeu tempo; suas mãos desceram com urgência, levantando a seda do vestido dela, expondo a renda fina da calcinha que já estava úmida de excitação.
— Você não tem ideia do quanto eu quero você agora — ele rosnou, a voz rouca de desejo.
Alice arqueou as costas, puxando-o para mais perto, sentindo a ereção rígida de Guilherme pressionando contra sua coxa. Ela levou a mão ao cinto dele, abrindo-o com pressa, libertando o membro pulsante e quente que saltou contra sua barriga. A visão e o toque imediato a fizeram tremer.
Guilherme a ergueu, fazendo com que ela envolvesse a cintura dele com as pernas. Alice sentia o perigo; a porta de incêndio ao lado podia abrir a qualquer momento, e o som de risadas de convidados ecoava vagamente no corredor próximo. A possibilidade de serem pegos agia como um afrodisíaco potente, tornando cada sensação dez vezes mais intensa.
Ele a penetrou de uma vez, com uma estocada profunda e possessiva que arrancou de Alice um grito abafado, que ela engoliu beijando-o com ferocidade. O ritmo era frenético, urgente. A cada impacto, o corpo de Alice batia contra a parede, e o som da carne colidindo preenchia o espaço silencioso do corredor. Guilherme a possuía com força, sentindo as paredes internas dela apertarem seu membro em espasmos de prazer.
Alice enterrou as unhas nos ombros dele, a cabeça jogada para trás, os olhos revirando enquanto sentia cada centímetro dele preenchendo-a. O risco de serem descobertos transformava o sexo em algo selvagem. Ela sentia o vento frio do corredor em suas costas e o calor abrasador de Guilherme em sua intimidade, uma dualidade que a levava ao delírio.
— Mais rápido… por favor, mais rápido! — ela implorou, a voz quebrada.
Guilherme acelerou, as estocadas tornando-se curtas e violentas, buscando o ponto exato que a fazia tremer. Ele sentia que ela estava no limite. No momento em que ouviram passos ecoando no andar de baixo, a adrenalina atingiu o ápice. A tensão do medo fundiu-se com o prazer físico, e Alice desmoronou em um orgasmo devastador, suas paredes vaginais contraindo-se violentamente ao redor dele.
Segundos depois, Guilherme soltou um gemido gutural, despejando todo o seu sêmen profundamente dentro dela, enquanto se agarrava a ela como se fosse a única coisa sólida em um mundo que girava.
Eles ficaram ali por alguns instantes, ofegantes, com os corações batendo em sincronia contra o peito um do outro. Alice sorriu, limpando o canto da boca, enquanto ele a descia lentamente.
— Acho que acabamos de começar a nos conhecer — ela sussurrou, ajeitando o vestido com um olhar provocante.
Guilherme a beijou no pescoço, já planejando qual seria o próximo lugar público que eles iriam profanar.

