A noite nas montanhas era gélida, mas dentro do chalé, o ar estava saturado de uma tensão quase insuportável. Lívia e Flávio não conseguiam manter as mãos longe um do outro desde que haviam cruzado a porta. O vinho que beberam servira apenas para remover a última gota de paciência. Lívia usava um robe de seda curta e transparente, que mal cobria suas nádegas e deixava seus mamilos rígidos marcarem o tecido a cada respiração ofegante.
Flávio a observava com olhos escuros, carregados de uma luxúria primitiva. Ele a prensou contra a parede de madeira, as mãos apertando suas coxas com força, enquanto beijava seu pescoço com mordidas leves que a faziam arquear as costas e soltar gemidos profundos.
— Eu não aguento mais esperar — rosnou Flávio, a voz rouca, enquanto sua mão descia rapidamente por baixo do robe, encontrando a intimidade de Lívia já completamente encharcada de desejo.
Sem aviso, ele a pegou nos braços e a carregou para a varanda. Quando a porta de vidro se abriu, o choque térmico do ar gelado contra a pele quente dos dois funcionou como um gatilho. Acima deles, a lua cheia brilhava com uma intensidade hipnótica, banhando a madeira da varanda e a nudez iminente do casal em um prata líquido e visceral.
Flávio a depositou no parapeito de madeira, afastando o robe dela com um puxão bruto, deixando que a seda escorregasse pelo corpo de Lívia. Ela ficou ali, exposta, com a pele pálida contrastando com a escuridão da floresta ao redor, os seios erguidos e os mamilos endurecidos pelo frio e pela excitação extrema.
— Você é a coisa mais deliciosa que eu já vi sob essa lua — ele sussurrou, ajoelhando-se diante dela.
Flávio não perdeu tempo. Ele mergulhou o rosto entre as pernas de Lívia, a língua explorando cada dobra com uma fome insaciável. Lívia jogou a cabeça para trás, soltando um grito que ecoou pelo vale silencioso, as mãos enterradas nos cabelos dele, puxando-o para mais perto enquanto sentia a língua dele trabalhar com precisão no seu clitóris, levando-a ao limite do orgasmo em questão de segundos.
Instigado pelo prazer dela, Flávio levantou-se rapidamente e livrou-se de suas roupas. Seu pau, latejando e rígido, estava pronto para a invasão. Ele a virou de costas, forçando-a a apoiar as mãos no parapeito da varanda, expondo completamente suas nádegas para a luz da lua. A posição a deixava vulnerável, exposta ao céu e ao olhar predatório de Flávio.
Com um impulso bruto e possessivo, ele a penetrou por trás, com uma estocada profunda que preencheu Lívia completamente, arrancando dela um gemido agudo e visceral. O contraste era delirante: o vento gelado chicoteando suas costas e o calor abrasador de Flávio fundindo-se a ela.
O ritmo era selvagem, sem qualquer delicadeza. Cada golpe era potente, fazendo o corpo de Lívia balançar contra a madeira, o som da carne batendo contra a carne ritmando a noite. Flávio agarrou os quadris dela com força, cravando os dedos na pele macia, enquanto sussurrava palavras obscenas em seu ouvido, descrevendo exatamente o que estava sentindo e o quanto ela estava apertada e quente.
Lívia sentia cada centímetro dele, a fricção intensa levando-a a um estado de transe. Ela queria mais; queria que ele a possuísse com toda a força. Ela movia o quadril para trás, buscando a profundidade máxima, enquanto a luz da lua iluminava o suor que brilhava em suas costas e a tensão de seus músculos.
O ápice chegou como uma explosão. Lívia sentiu as paredes de seu corpo contraírem em espasmos violentos, o prazer irradiando em ondas que a faziam tremer da cabeça aos pés. Ao mesmo tempo, Flávio soltou um rugido gutural, descarregando toda a sua tensão em jatos profundos dentro dela, enquanto a apertava contra si com uma força quase desesperada.
Eles colapsaram um no outro, ofegantes, a pele fumegante sob o brilho prateado da lua cheia. O silêncio da montanha retornou, mas o calor do ato ainda pulsava entre eles, deixando a marca de uma entrega absoluta e sem censuras sob o céu estrelado.

